13 de maio de 2011

O DILEMA DE SANTO AGOSTINHO (A REVELAÇÃO DIVINA)

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Cássio Guilherme
Santo Agostinho é o pensador que, através da sua vasta produção literária, marcou mais profundamente a especulação cristã. Sua profunda cultura humanista tornou-se sensível aos grandes temas que preocupavam e preocupam o ser humano: o bem e o mal, a liberdade, o destino humano, a história e sobretudo o dilema entre fé e razão. Várias de suas obras figuram no rol das mais importantes da Literatura Universal, como os Solilóquios, As Confissões e a Cidade de Deus. Esta última, em particular, influenciou decisivamente os rumos políticos e as práticas sociais da cristandade medieval.
Nasceu Santo Agostinho no ano de 354 d.c. numa região chamada Numídia. Sua trajetória intelectual, antes de chegar ao cristianismo, passa por períodos de apego à vida mundana, ao materialismo, ao maniqueísmo e termina no platonismo largamente influenciado pelo ceticismo da nova academia. Manifesta sua preferência pelo platonismo, considerando-o a mais pura e luminosa filosofia da Antigüidade.
Santo Agostinho inaugura de certa maneira “A era da incerteza dogmática”. O problema das relações entre a razão e a fé que seria o problema fundamental da escolástica medieval, atormentava a mente de Santo Agostinho. Estudava desesperadamente matemática, filosofia, mecânica (a física na época era rudimentar), teologia, com o propósito de explicar a existência de Deus através da razão humana. Observava a natureza e acreditava que o homem através de sua inteligência iria finalmente explicar o porquê de Deus e colocar os parâmetros da fé em bases científicas. Observe o leitor que essa busca frenética continuou acontecendo e é motivo de desconforto para a ciência, sobretudo nos dias de hoje. Santo Agostinho não descansava, passava horas a estudar e a meditar, tentando entender o que significava onipresença, onisciência, infinito, Santíssima Trindade, consubstanciação, espírito e corpo, diversidade espiritual, atemporalidade. Várias vezes foi visto vagando sozinho na noite, angustiado, tentando descobrir a resposta científica para a fé. Como se libertar da dúvida cética?
Certo dia, Santo Agostinho, após longo período de trabalho e muito compenetrado na sua angústia, adormeceu no claustro. Teve um sonho revelador: caminhava sobre uma praia deserta, a contemplar o mar e o céu. De repente, avistou um menino que com um balde de madeira ia até a água do mar, enchia o balde e voltava, onde despejava a água num pequenino buraco na areia. Santo Agostinho, perplexo e curioso perguntou ao menino: - O que você está fazendo? O menino calmamente olhou para Santo Agostinho e respondeu: - Vou colocar toda água do mar nesse buraco! Santo Agostinho sorriu e retrucou: - Isso é impossível garoto. Observe quanta água existe no oceano e você quer colocá-la toda nesse diminuto buraco! Mais uma vez o menino olhou para Santo Agostinho e de forma ríspida e corajosa disse: - Em verdade vos digo. É mais fácil colocar toda água do oceano nesse pequeno buraco do que a inteligência humana compreender os mistérios de Deus!! E num átimo Santo Agostinho acordou assustado e desorientado. Tivera uma mensagem divina que acalmaria sua alma conturbada.
Que essa história sirva também aos nossos dias. O homem precisa rever posições, precisa abandonar seu humanismo cético em favor do dogma teológico. Não pode haver ciência sem base teológica. Aqueles que duvidam disso, lembrem-se do menino.
 

7 de abril de 2011

TECNICOS DA SME/SÃO JOSÉ DO BONFIM PARTICIPAM DE TREINAMENTO DO LSE EM JOÃO PESSOA










Realizou-se de 4 a 6 de março, no Hotel Tambaú em João Pessoa/PB, a capacitação técnica metodológica do Levantamento de dados da Situação Escolar (LSE) – evento promovido pelo Ministério da Educação, em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
Dentre os gestores presentes no treinamento, destaca-se a coordenadora nacional do LSE, Olga Bento; o consultor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Ibiraci Vieira Pinto
A capacitação tem por objetivo preparar os técnicos para o trabalho de análise das escolas. Aspectos como infra-estrutura física, organização pedagógica, entre outros, serão levantados por eles. Com base nesse diagnóstico, será possível saber quais as necessidades de cada unidade escolar, o que permitirá melhorar a educação oferecida aos estudantes. Durante o treinamento, os participantes tiveram aulas práticas com visita às dependências de Escolas Municipais e estaduais da grande João Pessoa.
Ao final do encontro, cada técnico participante recebeu a senha de acesso ao sistema LSE, no qual os dados coletados serão inseridos. O Levantamento da Situação Escolar deve ser finalizado até 04 de junho de 2011. Do Município de São José do Bonfim os Coordenadores Técnicos Pedagógicos representantes foram Raul Medeiros
 e Fabíola Pereira .

2 de abril de 2011

Ser professor ou educador...


Eis a questão!

"PROFESSOR- Aquele que professa ou ensina uma ciência, uma religião, uma arte, uma técnica, uma disciplina. De "professor": declara abertamente, reconhecer em público, injetar ideias. Professor é o indivíduo que repassa aos alunos, conhecimentos específicos de uma determinada área. Ele passa para a frente os mais diversos conteúdos, que cumpre todo o programa, tem postura de que tudo conhece, desdenha a curiosidade e impõem regras e técnicas moldadas pela tradição e maturidade adquirida pelo seu próprio aprendizado e formação."
"EDUCADOR- Aquele que promove a educação, que procura contribuir para a construção do caráter, para que o indivíduo saiba fazer suas próprias escolhas. De "educare": criar, alimentar, ter cuidado com. Educador é aquele que, além de repassar aos alunos, conhecimentos específicos de uma determinada área, se preocupa, também, com a formação do seu aluno, tanto no aspecto técnico quanto moral, ou seja, "informa e forma cidadãos". Suas ações implicam no rompimento do círculo fechado do egoísmo intelectual, do individualismo árido e frio, abrindo a pessoa em disponibilidade para o outro e evidenciando a participação do educando como sujeito da própria educação. Mas como só temos, em verdade, aquilo que damos, também somente podemos dar aquilo que temos. Em latim, a expressão: "nemo dat quot non hatel" mostrar a essência deste pensamento: "ninguém dá o que não tem". Pense nisso! "
"Ser educador é misturar tudo dentro de um só recipiente"
Fonte:REVISTA EDUCATIVA

24 de março de 2011

O senso comum é o conhecimento


O senso comum é o conhecimento recebido por tradição e que ajuda a nos situarmos no cotidiano, para compreendê-lo e agir sobre ele.


A ciência se distingue do senso comum porque as suas conclusões se baseiam em investigações sistemáticas, empiricamente fundamentadas pelo controle dos fatos.

As explicações da ciência, por serem sistemáticas e controláveis pela experiência, podem chegar a conclusões gerais.

As ciências são também gerais no sentido de que as conclusões não valem apenas para os casos estudados, e sim para todos os que a eles se assemelham. Ex: “a cor de um objeto depende da luz que ele reflete”.

O mundo construído pela ciência aspira à objetividade, as conclusões podem ser verificadas e a racionalidade da ciência procura despojar-se do emotivo.

“A ciência explica o mundo, mas se recusa a habitá-lo” (Merleau-Ponty).

Para ser precisa e objetiva, a ciência dispõe de uma linguagem rigorosa cujos conceitos são definidos de modo a evitar ambigüidades.

O conhecimento científico é uma conquista recente da humanidade, “surgiu”no século XVII com a revolução provocada por Galileu.

A ciência moderna nasce ao determinar seu objeto específico de investigação e ao criar um método confiável pelo qual será feito o controle desse conhecimento.

Não convém imaginar o método científico como um conjunto de regras fixas e mecânicas que garantem ao cientista alcançar resultados seguros a qualquer custo.

A ciência está em constante evolução, e suas verdades são sempre provisórias.

A ciência era pra se caracterizar com a imparcialidade, autonomia e neutralidade.

O poder da ciência é ambíguo, porque pode estar a serviço do florescimento da humanidade ou apenas de uma parte dela.

Os valores morais e sociais influenciam de tal forma as escolhas das pesquisas, ao privilegiar umas em detrimento de outras, que se torna impossível considerar a ciência neutra.

Podemos nos perguntar até que ponto a ciência efetivamente se presta a servir a valores alternativos, que visem a garantir a estabilidade social e ecológica.

A ciência se encontra envolvida na moral e na política e o cientista tem uma responsabilidade da qual não pode abdicar.

A ciência e tecnologia, mesmo que sejam expressões de racionalidade, podem produzir contraditoriamente efeitos irracionais, perversos, já que a razão pode ser posta a serviço da destruição da natureza, da alienação humana, da dominação ou do desprezo pelo sofrimento de grande parte da população.

A filosofia tem compromisso com a investigação dos fins e prioridades a que a ciência se propõe, e com análise das condições em que se realizam as pesquisas e das conseqüências das técnicas utilizadas.
fonte: Jarbas muvucado